domingo, 13 de abril de 2014

V ENCONTRO NACIONAL - Poços de Caldas


O V ENCONTRO NACIONAL, dessa vez sob a alcunha de "MG em Vespa e Lambretta 2014", ele está chegando. Anunciado no carnaval passado em São Paulo, nossos afilhados mineiros estão preparando uma grande festa pela região sul do Estado, com passeios, gastronomia, música e calorosa recepção do povo local.

E estendemos o convite a todos os interessados, sobretudo aos que fazem planos de viajar pela mesma rota que a gente.

Saída: Quinta-feira 01 de Maio às 7h da manhã, da Sede, no bairro da Mooca.
Retorno: Domingo, 04 de Maio, 10h da manhã.

Rota de ida: Rodovia Fernão Dias: São Paulo - Atibaia - Lindóia - Águas da Prata - Poços de Caldas
Rota da volta: Poços de Caldas - Águas da Prata - Aguaí - Campinas - Rodovia Anhanguera - São Paulo

REGRAS DO COMBOIO: Um por todos e todos por um. Formação em Z. Velocidade: 70 km/h a 80km/h durante pista livre. Presença de carro de apoio, peças de reposição e possivelmente vaga no reboque. *** Entre em contato e confirme!! ***

RESERVE HOTEL:

1º HOTEL CONVENIADO para o evento "V POÇOS DE CALDAS-MG em VESPA & LAMBRETTA", IMPERADOR HOTEL, à 50 mts do evento, **PREÇO PROMOCIONAL** R$ 85,00 por pessoa com café da manhã. Av: Francisco Salles, 273, no Centro em Poços de Caldas-MG. Fone: (35) 3722-2166. E-mail: imperadorhotel@Hotmail.com

2º HOTEL CONVENIADO: HOTEL IBIS, 
Diária por apto – dias 02 e 03/05 R$ 189,00 (apto cama casal, diária válida para 1 ou 2 pessoas). Café da manhã opcional R$ 15,00 por pessoa por dia. Estacionamento cortesia. Rua Junqueiras, 520, Centro, Poços de Caldas - MG. Telefone:(35) 3066-6650. E-mail: H6969-GM@accor.com.br

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Almanque Motorino: Do Lançamento

Sábado de sol, roda de choro, feijoada, motonetas, amigos, camaradas e country music style pra fechar com chave de ouro. Foi assim as doze horas de festa do lançamento do Almanaque Motorino na Mooca.


 Às 13h já chegava o Sr.Artur, que traria um casal de amigos. Uitamar veio de Americana com a família, dessa vez de carango - praticamente fechou o bar a meia-noite. Everton vinha rodando de São Bernardo do Campo. Ivan Bornes e Lurdete traziam as crianças e seus sócios Pastifício Primo Mooca. Guilherme e vinha com seu parça lá de Itapevi. Fabio Much vinha com a Mandela, que acaba de sair do pátio da CET. Favero chegava de Osasco. Reginaldo e Rose fecharam a Free Willy e voaram pra leste. Macruz, Edelcio e Ambrósio traziam o Poló no meio da fumaça lambretista. Hernán atravessava a cidade com Luis Lavos, e trazia novidades. Vagner foi a novidade da vez, e veio de BR Tork dos lados da Sapopemba. Da quebrada também vinha o Isbú. Daniel Turiani e Gisele chegavam de M4, enquanto eu, Marcio Fidelis, puxava duas 150 Super e uma Originale da garagem até a esquina. Então chegava o Afonso, a Luciana, o Alex Lamounier, o Vitor Hugo, China, Animal Taylor com os Blood Brothers, o Delacorte com a Karla, o Koré com a Cris. Mestrinelli chegava de Tuk-Tuk, fazendo a alegria da casa. Legal em especial foi ver o Ado e Tito Tralha. E vale lembrar que aos 44 minutos do segundo tempo entrou em campo o Diego Pontes com a Cintia, vindos direto do trabalho na PX Trojan. E caso eu tenha me esquecido de alguém, por favor me lembre, pois posso corrigir esse post.

Essa uma das concentrações mais divertidas que já tivemos. E a cerejinha do bolo ficou por conta do Brazilian Cajuns, a banda da qual serei "eterno produtor". Sim, os vespistas mineiros do estilo cowboy. 


Agradecemos a todos os presentes pelo espírito que trouxeram de casa. Que nunca falte óleo, música e boa vontade!!

domingo, 6 de abril de 2014

Almanaque Motorino #3


Adquira o seu Almanaque MOTORINO #3 pela bagatela de 10,00 reais + correio. Escreva para scooteriapaulista@gmail.com

Edição limitada: 100 copias.

domingo, 30 de março de 2014

Feijoada de Lançamento "Almanaque Motorino #3"


Estamos preparando o próximo material. 36 páginas do fanzine Almanaque MOTORINO no forno. O conteúdo previsto trará discos, homenagens, entrevistas, dicas, reportagens, contos, quadrinhos, classificados e lendas. Adquira na Festa de Lançamento pela bagatela de 10 reais:

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Bar do Jorge - Mooca - São Paulo
Dia 05 de Abril, Sábado, 14h - Feijoada
Shows: Brazilian Cajuns (Country / Caipira) + Roda de Choro.
Rua Visconde de Inhomerim, 800 (cruzamento com a Madre de Deus).
Dê um trato na motoneta, se aprume e venha para essa festança!!

Arte por Herbert Hellbilly

domingo, 23 de março de 2014

ALMANAQUE MOTORINO #3


Estamos preparando o próximo material. 36 páginas do fanzine Almanaque MOTORINO no forno. O conteúdo previsto trará discos, homenagens, entrevistas, discos voadores, dicas, reportagens, contos, quadrinhos e lendas. Adquira na Festa de Lançamento pela bagatela de 10 reais:

ANUNCIE NO ALMANAQUE MOTORINO, saiba como: scooteriapaulista@gmail.com

Bar do Jorge - Mooca - São Paulo
Dia 05 de Abril, Sábado, 14h - Feijoada
Shows: Brazilian Cajuns (Country / Caipira) + Roda de Choro.
Rua Visconde de Inhomerim, 801 (cruzamento com a Madre de Deus).
Dê um trato na motoneta, se aprume e venha para essa festança!!

Da Travessia Vespa (Sulamérica) na SP

Durante esse mês de março tivemos o prazer e o privilégio de receber em nossa Sede esse contagiante casal de aventureiros rodando a América do Sul numa Vespa PX150. Francisco Sepúlveda é médico e natural do Equador, e o seu projeto Travessia Vespa traz ao mundo o lema "hasta donde te llevan tus sueños". Já rodou 22 mil kms, dos 30 mil previstos. A princípio não viria para o Brasil, mas no decorrer dos meses muita coisa mudou, sobretudo quando conheceu Ivana Recalde na Argentina. E com a paixão veio então um outro jeito de experimentar os caminhos e desfrutar das amizades. E assim, pouco a pouco, a Travessia Vespa magneticamente seria trazido aos nossos braços. 


Convencido pela Rose e Reginaldo, e guiado pelo Animal Taylor e Larissa de Curitiba até São Paulo, o casal chegou em nossa Sede na noite de 05 de Março, e só partiu (com relutância) duas semanas depois. Tinham medo daqui. Pelo caminho ouviram dizer que São Paulo era perigosa, e foram aconselhados a não virem. Mas vieram, e viveram conosco o que somos no dia-a-dia. Tanto foi, que na triste despedida observaram: "entendemos agora o perigo que é São Paulo, o perigo é você vir e nunca mais querer sair".


Na primeira semana a preocupação do casal era com a Vespa. La Balita precisava de reparos, sobretudo na embreagem e na elétrica, e a Free Willy se prontificou em acudi-los. Procuramos por apoio ao projeto, e os ajudamos a vender seus cartões postais. Naquela semana a reunião oficial da SP seria especialmente voltada a eles. Brindamos e saímos na noite fria, e fomos muito bem-servidos pelo St. John's Irish Pub. Ninguém os deixava pagar por nada. Merecido! Os dias eram marcados pela ressaca, pela garoa paulistana, discos de vinil, livros e filmes da cultura 2 Tempista. No sábado partimos, debaixo de muita chuva, para o Acampamento de Verão, para um fim de semana cômico e diferente em São Sebastião. Lá revelaram: "essa é a praia mais bonita que conhecemos no Brasil", era Cambury. Foram dois dias de estrada, de chuva e sol, de amizade e diversão.


O início da segunda semana foi marcado pelo falecimento de um grande amigo e co-fundador da Scooteria, Adriano Lemos. Os aventureiros acompanharam o nosso comboio fúnebre naquela tarde chuvosa, prestando suas condolências ao vespista da casa. Sentiram o que sentimos, sentiram muito. Recompostos, nos dias que se seguiram os levei na Revista Motociclismo (para uma matéria especial que sairá em Abril), e Rose os apresentou o Mercadão de São Paulo, aonde, pelo caminho, conseguiram alguns "regalos" para a viagem. Nas vésperas da partida seguiram com a SP - entre os membros Favero, Vitor Hugo, Sr.Artur, Gabriel e Reginaldo/Rose - até o encontro de São Roque, com uma PX emprestada pelo Senna, que nesse dia necessitaria dos serviços médicos do viajante. Antes ainda participaram de uma inesquecível reunião de batismo, além de outros tantos encontros casuais. Conheceram a maior parte da SP. Além dos nomes citados aqui, também estiveram com China/Leika na Scooterboys, com Fernanda Borges e sua Lambretta na Vila Formosa, com Fabio Much, Diogo, Delacorte/Karla e Luca/Francesco no Acampamento, e com o Sr.Laercio, Koré/Cris, Leo Russo, Assef/Fernanda, Marcelo Santana e Diego Pontes em nossa Sede, sem falar no "malacabado" Fidelis que aqui relata.


Desejamos ao Francisco e à Ivana uma ótima viagem, bons encontros e proteção na estrada. Projetos como esse e pessoas como eles são porta-vozes de uma outra dimensão de scooterismo clássico, aquele que é vivido, todos os dias, pilotando, um privilégio de poucos. Que a força esteja com vocês!!

Fotos: Fidelis, Animal e Ivana
Texto: Fidelis

sexta-feira, 21 de março de 2014

O Lambretão no Minhocão


Cristiano Mascaro é um dos mais importantes fotógrafos da arquitetura da cidade de São Paulo. Essa foi ele que fez, do Elevado Costa e Silva no começo da década de 70.

quarta-feira, 19 de março de 2014

ACAMPAMENTO DE VERÃO

Vinte amigos e camaradas da categoria assinaram o livro de participação desse pedaço de experiência. Onze motonetas foram deslocadas, dessa vez só as Vespas e uma Star4. Os meliantes saíram das cidades de São Paulo, Santos, Ferraz de Vasconcelos, Santo André, Osasco, Mogi das Cruzes e São Sebastião. Dois dias diferentes na SP, em SP.


Na sexta-feira o céu fechou e pôs em cheque a qualidade do encontro. Cinco vespistas desistiram. Como a gente nunca desmarcou evento - não que isso não possa acontecer um dia -, saímos da Sede da Scooteria Paulista debaixo de água: Favero, Fidelis, João, Francisco Sepúlveda (Equador) e Ivana (Argentina). Gabriel e Marcelo, de Ferraz, nos aguardavam no começo da Rodovia Ayrton Senna. Mas não estava bom, viajar com chuva é um pé no saco. Bateu uma bad trip ainda em São Paulo. O sujeito sai de casa cedo, semi-encapado, para uma fim de semana de 300 kms com chuva até um acampamento qualquer na beira da praia. Na frase, o sujeito é um prejudicado. Seguimos assim mesmo. No portal de Mogi das Cruzes, Guilherme e seu pai, Antônio Castrezana, nos aguardavam: filho na PX, pai na pick-up. Não podiam tomar a estrada conosco dessa vez, todavia nos guiaram até lá.


E foi uma viagem de respeito, uma nova experiência, também um teste de paciência. Outro detalhe era que os visitantes Francisco e Ivana guiavam mais devagar que do que estamos acostumados, sempre sessenta. Nesse pique descemos a Serra do Mar até a Rio-Santos, aonde encontramos Delacorte com a Karla, e Luca Perucchi com o bambino Francesco, em Vespas, direto de Santos. 


Dali em diante pegamos pista seca. Ainda que o céu estivesse nublado, acredito quando Baudelaire disse: "Homem livre, tu sempre gostarás do mar". Cuidando um do outro, sinalizando para os carros, administrando a pista, seguimos atentos. Já chegando em São Sebastião a Star do João Medeiros perderia rendimento. Mais tarde eles descobririam uma rachadura no cachimbo da vela. Escoltado pelo Favero nos últimos quilômetros, chegaria minutos depois da gente no camping sugerido. Nos demoramos meia hora em vão: o camping havia fechado. Encontramos outra pousada em Camburi, aonde o Sr.Cristóvão, um distinto e atencioso caiçara, nos fez uma boa oferta e perdoou as contas dos gringos aventureiros. Nisso apareceu o cicerone Marco Túlio, com sua Vespa PX. Nisso também o Marcelo e seu amigo nos deixaram, pois tinham mesmo que estar em casa antes do anoitecer, e enrolariam o cabo até Ferraz de Vasconcelos. Aliás, deixamos registrado aqui uma coincidência boa: na Mogi-Bertioga o motor da PX dele travou e ele não sabia muito o que fazer; nisso descia o Reginaldo, Rose, Diogo e Much, de carro. A equipe Free Willy acudiu os rapazes, que voltaram rodando. Armamos as barracas um pouco antes de chegar a turma do carro.


Desenhava-se o Acampamento de Verão. Estávamos a 100 metros da praia, num chão limpo, arborizado, com banho quente, cozinha coletiva, estacionamento para as motonetas, churrasqueira e wi-fi. Animal Taylor chegava as 21h na Mimosa. O time se completava: Favero, Much, Diogo, Reginaldo, Rose, Delacorte, Karla, Luca, Francesco, eu (Fidelis), Sepúlveda, Ivana, Gabriel, João, Animal e Túlio. Daí em diante fica o inenarrável em nossas lembranças...

Amanheceu em Cambury e alguns já foram pra água. Aos poucos a turma acordava, a maioria com a cara amassada. Luca não, ele foi o leão da guarda, e com Francesco, vigiavam a tudo. Marcamos a saída para as 15h. João precisava chegar bem antes em casa, então partiu cedo na carreira solo. Nossa saída se estenderia, e então às 16h Favero e Gabriel partiram nas suas 200cc. Meia hora depois fomos nós: Fidelis, Delacorte, Karla, Luca, Francesco, Animal, Francisco e Ivana. Cinco Vespas na Rio-Santos. Uma volta quase perfeita, não fosse um Policial Rodoviário ter aplicado uma multa no Animal por fazer "malabares". Depois disso paramos para abastecer. Francisco e Ivana não, levando combustível reserva, optaram por seguir, sabendo que os alcançaríamos mais tarde. De fato o alcancei, na Mogi-Bertioga enquanto os outros três tocaram direto para o fim da pista litorânea.


Era noite quando entramos em Mogi, os gringos e eu. Abastecemos pela última vez e tomamos a agitada Ayrton Senna até a Marginal Tietê. Aliás, foi ali que encontramos o carro do Regis, Rose, Diogo e Much voltando da praia direto pra loja. Seguimos com eles até lá, para um abraço geral de despedida e gratificação. Much pegou sua Vespa e nos acompanhou até a Sede, de onde soubemos que os demais já estavam em suas casas.

Valeu demais, acho que o Delacorte tem razão quando escreveu: "O que a gente se divertiu não cabe nas fotos, nem aqui nos nossos comentários!" Lembramos com carinho de todos os momentos, até os mais ébrios e bagunceiros ali naquela praia, ali na areia. E não vemos a hora do verão voltar...

Até a próxima, São Sebastião.

Fotos: Rose, Fidelis e Marcelo
Texto: Fidelis

segunda-feira, 10 de março de 2014

Nota de Falecimento: Adriano Lemos

Impossível de acreditar! Aos prantos e barrancos comunicamos que o nosso amigo Adriano Lemos, o Cientista, faleceu nessa noite de segunda-feira. Decidiu ir embora, e partiu.


Adriano foi um dos fundadores da Scooteria Paulista, naquela tarde de abril de 2010. Era parte da gente, erguia a bandeira e respirava o mesmo ar. Estava conosco até o recente São Anivespaulo, da cidade em que viveu por quase toda a vida. Morava na quebrada da Vila Aricanduva. Era um pessimista, era realista. Customizava motonetas e tinha sempre uma novidade que compensasse a falta de grana para importar as cobiçadas peças da Alemanha. Criativo e genioso, era artista plástico de estilo inconfundível. Algumas de suas obras aludiam às Vespas, com pilotos de olhar melancólico e sem pés, sempre indo ou vindo de um fundo vazio. Era parceiro, verdadeiro, dia e noite se precisasse. Esteve conosco em incontáveis eventos e reportagens, mais de vinte oficialidades. Recebemos gringos viajantes, viajamos tantas vezes, trabalhamos juntos, e brindamos, entre discos e marteladas no fundo da antiga Scooterboys. Fomos ridículos, até ridicularizados, e cagamos para esse universo hipócrita e cheio de dedos. Muita coisa se passou desde aquele II São Anivespaulo, aliás, desde quando quase vendeu a sua inconfundível "Vespa Bel Air", nos tempos em que ainda era PX.

Só que agora ele se foi, e nós ficamos aqui, mais sozinhos. Meses atrás Adriano preparou uma obra especial para a Scooteria Paulista, em tinta óleo em tela, lembrança da sua eterna persona que figura a nossa Sede:


Descanse em paz, Cientista (maluco).