O SP em 2T (Scooteria Paulista: 2 Anos em 2 Tempos) é a
festa oficial da Scooteria, e é um evento itinerante. No ano passado
aconteceu em São Paulo, no domingo de 5 de junho, nesse ano conseguimos adiantá-lo em uma
semana e sediá-lo em São José dos Campos.
No caso de São José dos Campos, essa
foi a segunda ou terceira cidade aonde a Scooteria se firmou, então decidimos
contemplá-la, e depois de 2dois anos da semente plantada em solo
joseense, a cidade recebeu com muito orgulho uma grande parte da frota da
Scooteria Paulista, vindos de 12 cidades diferentes: São Paulo, Santo André,
São Bernardo do Campo, Santos, Taboão da Serra, Limeira, Pedreira, Campinas,
Americana e Atibaia, e principalmente os cicerones de São José dos Campos – e de
Jacareí, promovendo o primeiro encontro da cidade em décadas.
Por volta das 6h no Circuito das Frutas. De Limeira, o André
Hornhardt e o Gilberto Valadão se preparavam para encontrar o restante do grupo
na Rodovia Dom Pedro I. Em Atibaia o Leonardo – que havia entrado em contato
com a Scooteria durante a semana, e que no sábado se apresentou ao grupo em São
Paulo (na gravação da SP pra History Channel) com sua Lambra restaurada - se
preparava para encarar sua primeira viagem rodando. Passei pra ele o fone do Flavio
Barbie, e assim se sucedeu nas palavras do próprio:
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| Leonardo na LI e o Tatu de... Vespa? Na estada SP-50 |
"Marcamos as 7:00 na Rod Dom Pedro I, Cheguei no local do encontro e sequencia pontual como sempre o Tatu, mais uns segundos o Marmirolli , uns minutos mais tarde o Andre e mais uns minutinhos o Gilberto. Tudo pronto saímos torcendo o cabo pela D.Pedro , Marmirolli atrás com sua Strada dando cobertura e maior atenção aos homens 2T , fomos massageados um bom tempo pela densa neblina e pelo frio, chegando em Atibaia encontramos o Leonardo com sua Lambra placa preta, aí sim !!!! Puxamos o ritmo e a Lambretta do Leonardo fez bonito. Chegando em SJ.Campos a Vespa do Giba furou o pneu, eu e o Tatu demos uma aula de como trocar o pneu à ele já que foi o seu primeiro furo, tudo pronto e voltando à Dutra...passamos o ponto de encontro marcado com o Guerreiro, pegamos uma rua direto e acertamos a praça de primeira”. Era por volta das 11h30 quando chegaram então: Flavio Barbie, Leonardo, André Hornhardt, Gilberto Valadão e Tatu pilotando, escoltados pelo Marmirolli, que trazia sua LI no utilitário" (Flavio Barbie, Campinas - SP).
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| A chegada da frota na Adega Soberana pela SP-50 |
A turma de Santos junto com parte do grupo da capital/ABC chegaria na sequência. E conta o Gustavo Delacorte:
“Nos antecipamos e nos encontramos às 6h30 em uma padaria antes de
sairmos, eu (Gustavo), acompanhado da Karla, que fez sua estreia de
viagem em Vespa, o Luca e o Mário. De lá, partimos rumo à balsa que
liga Santos ao Guarujá, passando em frente ao Deck do Pescador, onde
seria o ponto de encontro oficial, para depois seguirmos pela
Rio-Santos até a Mogi-Bertioga. Como era cedo, quase não haviam carros
na pista e tudo estava muito tranquilo. O céu limpo e o sol tornavam a
viagem ainda mais agradável logo de começo.
Na Mogi-Bertioga, nós congelamos, literalmente. Em um trecho em
especial, quando o mato ficava maior nos cantos da pista, a
temperatura baixou drásticamente e o frio chegou a ser de bater os
dentes, e assim foi por cerca de um ou dois quilômetros. Conforme o
mato foi se tornando mais baixo em relação a nossa altura na pista, o
bafo quente da temperatura fora do "frigorífico" veio com tudo,
embaçando nossos espelhos, viseiras, óculos e painel.
Chegando no planalto, tratamos de abastecer e seguir nosso passeio
rumo a São José dos Campos, onde encontramos um grupo de vespistas que
vinham de São Paulo e arredores. Seguimos todos juntos, e na sequência
houveram alguns sustos. Primeiro, o pneu de um caminhão estourou bem
na frente do comboio, deixando todos em alerta para não acertar o
enorme pedaço de borracha que se soltou. Alguns quilômetros adiante,
depois de um momento de indecisão na confusão generalizada que os
cones que dividem as faixas antes do pedágio causam, acabei dando um
toque na Vespa do Mário. Felizmente, os danos foram mínimos: arranhões
fáceis de serem removidos e uma luxação no dedo indicador, que foi
mordido pelo manete na hora do toque. Mas não chegamos nem a parar por
conta disso e seguimos a viagem. Infelizmente, a parte mais
desagradável da viagem seguiria logo depois, quando uma das Vespas foi
parada pela polícia e ginchada por falta de lincenciamento.
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| Encontro dos santos: Animal/Josie, Bleiner, Luca e Mario = Sto.André, SJC e Santos |
Depois, seguimos em diante, abastecemos e, finalmente, chegamos em São
José dos Campos, onde encontramos com o resto do pessoal que já havia
chegado antes de nós. Depois de cumprimentar todos, ficamos por ali
conversando e depois partimos para a Adega Soberana. O que seguiu a
partir daquele momento foi simplesmente fantástico, um mix de alegria
e deslumbre com tanta gente contente de estar ali, em Vespa e
Lambretta, comemorando o segundo ano da Scooteria Paulista. Quando
chegamos na Adega Soberana, estacionamos nossas motonetas e começamos
a curtir a tarde entre amigos. Foram muitas conversas, risadas, como
se todos ali fossemos da mesma família. E de fato somos. Depois do
almoço, o Fidelis, presidente da Scooteria Paulista, homenageou os
scooteristas com certificados de performance e com troféus, o que
deixou todos a nós muito orgulhosos de fazermos parte desse grupo.
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| Luca, Gilberto e Gaúcho / Santos, Limeira e SJC |
Como para nós, que saímos de Santos, já estava ficando tarde para
voltar, resolvemos partir antes mesmo de todos partirem. Nós saímos
acompanhados de mais dois scooteristas de São Paulo. E ainda em São
José dos Campos, uma surpresa: havia muita gente na beira de uma rua,
ou pista, que estávamos. Mas nós não sabíamos porque, até que eu olhei
para o lado, mais especificamente para a pista da base aérea de São
José dos Campos. E o que eu vejo? Sete aviões, em formação, ainda na
pista, decolando. Mais precisamente, dez Super Tucanos azuis, com as
inconfundíveis faixas verde com branco nas laterais e amarelo nas
asas. Era a Esquadrilha da Fumaça! Eles decolaram e sumiram, então
seguimos em frente. Mas logo depois avisei eles, bem longe, em
formação, retornando para o espaço aéreo sobre a pista. Paramos
novamente para assistir a primeira manobra e assim que a executaram
retomamos nosso caminho.
A princípio, retornaríamos por Mogi, mas como já estava escurecendo
resolvemos voltar por São Paulo. Já na Capital, nos perdemos de leve e
pegamos um pouco de trânsito, o que acabou alongando nossa viagem de
volta para casa em pouco mais de uma hora, mas no fim deu tudo certo e
logo estávamos na Imigrantes, descendo para Santos. Cansados, felizes
e ansiosos pelo próximo passeio". (Gustavo Delacorte, Santos - SP)